Por: Thallita Hellen Cachoeira
Notícia: Em tempos de isolamento a Universidade Anhembi Morumbi busca medidas alternativas
Com avanço dos dias em quarentena, uma alternativa que a universidade encontrou foi proporcionar palestras online



Do dia 27 de maio ao dia 11 de junho, houveram bate papos com grandes profissionais da área da comunicação. Alunos de vários semestres de jornalismo assistiram às palestras através de lives ao vivo.
O primeiro a dar palestra foi o Jornalista Cristiano Pavini, no dia 27 de maio, às 9h da manhã. É autor do site https://www.farolete.info e faz parte da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) desde 2010.
Pavini fez uma palestra em torno do jornalismo de dados, onde deu dicas de ferramentas e técnicas para apurar uma grande quantidade de dados e relembrou algumas experiências pessoais também.
No dia seguinte (28) às 10:30, foi o Jornalista e Assessor de Imprensa William Prado, pós-graduado em Comunicação Empresarial e Institucional pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE), capacitado em Gestão de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Mackenzie, que conversou com as turmas e falou sobre algumas experiências e de como está funcionando esse mercado durante a pandemia. Atualmente ele presta serviços para a Universidade Estácio de Sá, mas já foi assessor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Universidade Nove de Julho, entre várias outras empresas.
Um ponto que chamou atenção ao longo da palestra foram os maus exemplos de empresas, como a rede de Fast-Food 'Madero', na qual William falou sobre as péssimas declarações de seu dono, que fizeram com que a empresa sofresse uma grande desvalorização no mercado e também várias críticas da população, prejudicando sua reputação perante o mercado consumidor.
Uma semana após, dia 04, às 10:30 a Jornalista e Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), Issaaf Karhawi falou sobre diversos temas atuais, como paradigma da expertise em moda e literatura, os ataques que esses produtores de conteúdo sofrem por serem estigmatizados de amadores e não possuírem uma formação para discutir o tema. Ela deu exemplos de inúmeras blogueiras (os) e ressaltou que hoje já existe a formação acadêmica para esses novos profissionais da comunicação, os chamados "influencers" que deriva de "influenciador digital".
Uma pauta importante abordada pela palestrante foi o fato de como os influenciadores digitais conseguiram mudar sua imagem de "youtubers adolescentes" para empresários e pessoas de sucesso, e como isso influenciou na transformação da mídia tradicional, que mudou muito para conseguir atrair espectadores e concorrer com os influenciadores. Ao longo de diversas tentativas de atrair o público dos youtubers, a mídia tradicional acabou se juntando a eles muitas vezes, o que transformou radicalmente a forma da produção midiática aqui no Brasil. Um grande exemplo que Issaaf utilizou, foi do influenciador Felipe Neto, que atualmente realizou uma entrevista ao programa 'Roda Viva' da TV Cultura, que é um programa tradicional na mídia brasileira.
No mesmo dia às 19:30, o papo foi com a Jornalista, Designer Gráfica e Diretora de publicações do Catarse, Raíssa Pena, que falou sobre financiamento coletivo de projetos editoriais. Apresentou a metodologia do Catarse e contou sobre o projeto desenvolvido Casa e Chão.
Dentre inúmeras dicas destacadas por ela, algo fundamental é se atentar a estética do livro e de fato encara-lo como um produto. Também compartilhou diversas estratégias na hora de apresentar um projeto de livro, como vídeos de apresentação, estipulação de meta, lembranças aos incentivadores, entre outros.
Na noite seguinte (05) também às 19:30, quem falou e apresentou um pouco do mundo das HQs foi o quadrinista e ilustrador Wagner Willian. Infelizmente essa live teve complicações técnicas, foi notado que alunos e os próprios moderadores tinham dificuldade de entrar e permanecer na plataforma, exceto esses ruídos digitais que são corriqueiros quando tratado de tecnologia, houve a palestra.
Wagner cita suas maiores referências e inspirações, conta como viabilizou suas obras e fala sobre as criações e posteriormente publicações de Silvestre, Coucou, O Maestro, o Cuco e a Lenda, Bulldogma, Flerte da mulher barbada e Lobisomem Sem Barba.
E pra fechar com chave de ouro a última a dar palestra foi a Jornalista e Coordenadora do programa de rádio na CBN Brasil, Isabela Medeiros, que contou sobre suas experiências na quinta-feira (11) às 17:30. Falou sobre a sua rotina antes e durante a pandemia do coronavírus, as dificuldades que vem enfrentando e adaptações para produzir uma matéria.
Relembrou momentos que marcaram, como os casos das barragens rompidas em Mariana e Brumadinho.
Citou também a queda de pautas, a flexibilidade e agilidade que são características essenciais para se trabalhar em um programa de rádio principalmente, ela com sua experiência enxerga o rádio um veículo de comunicação mais dinâmico que a TV.
Todas as palestras duraram em média 1h e foram esclarecedoras para muitos alunos, eles puderam tirar dúvidas e fazer perguntas através do chat ao vivo.
REPORTAGEM: O CORONAVÍRUS EM BAIRROS CARENTES DA CIDADE DE SÃO PAULO
O ano de 2020 já tem se mostrado estar entre um dos anos mais marcantes da história, pois a humanidade está enfrentando uma doença com enorme potência de dizimar parte significativa da população mundial, caso não seja respeitado às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Imperial College London, uma das principais Universidades do Reino Unido, divulgou um estudo no qual mostra que até o final da pandemia, cerca de 1,8 milhões de mortes podem ocorrer no mundo inteiro.
A última vez que o mundo enfrentou algo semelhante em questão de perigo de disseminação, foi a epidemia da Peste Negra que segundo o médico oncologista, cientista e escritor, formado pela Universidade de São Paulo (USP), Dr. Drauzio Varella, ocorreu nos anos de 1347 até 1353 na Eurásia, que hoje corresponde aos continentes da Europa e Ásia, os quais o novo Coronavírus se espalhou inicialmente.
De acordo com o professor de História, graduado na Universidade Estadual de Goiás, Daniel Neves Silva, na época da pandemia da Peste bubônica, a doença de fácil contágio ocorria com muita frequência nos grandes centros urbanos, onde havia uma maior concentração de pessoas, o que não mudou nada até os dias atuais, onde essa nova pandemia aumentou exponencialmente principalmente em áreas de maior aglomeração.
Com base em dados obtidos através dos veículos midiáticos de comunicação, a Covid-19 se espalha de maneira frenética nas grandes metrópoles do mundo, assim como ocorria com a Peste Negra.
Outra pandemia recente e que se aproxima da realidade do Coronavírus, foi a gripe espanhola, que há pouco mais de cem anos obrigou o estado há ficar 66 dias em isolamento, onde matou mais de quatro mil pessoas segundo o Jornal Folha de São Paulo.
Com base nos dados fornecidos em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) São Paulo é a cidade mais populosa do Brasil e consequentemente é um "prato cheio" para a disseminação do Coronavírus. E as regiões periféricas e mais carentes da metrópole, tendem a sofrer mais que as outras regiões, além da constante circulação de pessoas, é a parte da massa com menos estrutura para lidar com a enfermidade, justamente pela negligencia do governo com as mesmas.
Com todos esses fatores, surge o questionamento: como os moradores das periferias de São Paulo, tem encarado essa pandemia?
O Dr. Gonzalo Vecina Neto, atual Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Professor Concursado da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) afirma a Folha de São Paulo que: "reduzir a desigualdade social é importante para livrar a capital dos danos provocados pelas pandemias, que serão cada vez mais frequentes."
"Acredito que essa pandemia vai nos mostrar a grande desvantagem de morar numa cidade cercada de tanta pobreza, como é São Paulo. Enquanto você se sente seguro, a periferia está efervescendo com a doença. Os pobres não são descartáveis. Temos que incorporá-los como cidadãos com direito de viver de forma civilizada" diz o professor.
O propósito é analisar se os moradores dessas comunidades possuem informação suficiente para se cuidar, e avaliar como essa situação de calamidade sanitária vem afetando esses bairros.
Faz mais de um mês que a comunidade do Paraisópolis teve a iniciativa de organizar uma ação para atender e dar suporte aos seus moradores. O líder comunitário Gilson Rodrigues, diz ao site UOL que: "a gente percebeu que o negócio seria grande e que as políticas públicas não chegariam às favelas, então, decidimos criar a nossa própria".

Moradores de Paraisópolis recebendo doações no Campo do "Palmeirinha", mantendo o distanciamento de 1m. Foto: Folha de São Paulo
O bairro que possui mais de 100 mil habitantes de acordo com o site G1, organizou-se em 420 "presidentes de rua", onde cada um fica responsável por no mínimo 50 casas. Mas que ainda não é o suficiente, estão atendendo 21 mil famílias, dando preferência para as mais carentes, de fato para aqueles que moram realmente em barracos, sem saneamento, estrutura e informação para conterem a propagação do vírus. "À medida que novos voluntários se cadastrarem, mais abrangência terá o projeto", explica Gilson.
Houve um treinamento com todos os voluntários, inicialmente ocorreram de forma presencial, mas assim que o governo decretou quarentena, os voluntários começaram a ser treinados online. As suas funções são: distribuir doações que chegam à comunidade, fazer isso de maneira que não cause aglomeração, conscientizar os moradores sobre a importância de ficar em casa, solicitar socorro caso seja necessário e combaterem fake news. Os presidentes de rua também identificaram quais moradores que perderam seus empregos e estão mais necessitados, para essas pessoas voluntários preparam marmitas todos os dias, em média duas mil refeições. A grande maioria da população da comunidade são prestadores de serviços como diaristas, cozinheiras, trabalhadores de manutenção, entre outros, que não tem como exercerem o "home office".
A associação da comunidade conseguiu contratar três ambulâncias, dois médicos, dois socorristas e três enfermeiros, todos apostos para atender a comunidade 24h por dia. Tudo tem um custo diário de R$5.000,00 devido a isso criaram uma vaquinha, para obter fundos para manter a estrutura e os profissionais.
Dentre todas as doações a comunidade recebe muito material para higiene e cuidados para proteção, principalmente álcool gel e máscaras, confeccionadas justamente por moradores da comunidade, em uma ação conjunta a uma empresa privada que está custeando a fabricação das máscaras.
O morador local desde que nasceu Alexandre Batista, afirma que: "a maioria não está respeitando o isolamento, vejo poucas pessoas com máscara e muitos comércios ainda abertos". Sobre o impacto causado pela pandemia, ele fala: "tem muitas pessoas incomodadas, sentem falta de fazer coisas simples, como irem à feira ou ao mercado, principalmente os idosos, não se acostumam com o isolamento".
E questionado sobre se a comunidade estava recebendo algum auxilio de alguma instituição privada ou campanhas destinadas a eles, Alexandre de apenas 17 anos diz: "sim, acho que é e foi uma das coisas mais lindas e solidarias que aconteceu na comunidade. Muitas empresas e ONGS doaram alimentos, caixas de água, ovos de páscoa, entre outras coisas. Acho que esse é o momento de olharmos para o próximo e ajudarmos, aliás, não só nesse momento. Podemos levar essa lição e acontecimento para continuarmos ajudando o próximo e não só quando aparece um problema grave como esse".

Alexandre Batista, morador da comunidade desde que nasceu
Outra moradora do local é Vanessa, que tem 32 anos, trabalha como empregada doméstica, e mora com o marido e a filha de nove anos. Também relata que ainda vê muita gente na rua, ela diz: "a minha filha não está saindo de jeito nenhum". Ela e o marido estão tomando os cuidados necessários para conter a doença, e acredita que o governo também tem tomado boas medidas para evitar a propagação.
Como foi visto, a comunidade de Paraisópolis está recebendo um bom auxilio de ONGS e empresas para conseguir enfrentar essa situação de calamidade sanitária.
Mas infelizmente, outras comunidades não estão tendo o mesmo amparo, como é o caso da Vila Cheba, localizada em Interlagos, que está passando por um momento bem difícil, pois não está recebendo nenhuma colaboração externa e sofre com diversos problemas causados pela pandemia.
A comerciante Maria José Santos da Rocha, de 45 anos que mora há quase 20 anos na comunidade, diz que: "nós não recebemos nenhum tipo de auxílio, pelo contrário, muitos comércios estão fechando por aqui, muitos amigos estão perdendo o emprego e até mesmo o nosso campo de futebol, que era a diversão de muitas pessoas aqui do bairro está fechado, tudo isso tem sido muito difícil para nós moradores. O bairro que era muito movimentado, hoje parece estar sem vida, isso tudo é realmente muito triste".
Maria ainda cita que o desemprego é um dos seus maiores temores nesse tempo de epidemia: "acho que esse é o meu maior medo em relação a essa epidemia, pois realmente, o meu futuro na empresa é muito incerto e como eu tenho uma família para sustentar, isso me preocupa muito no momento. Se por acaso eu for demitida, pelo menos o meu marido ainda vai conseguir segurar as pontas até que eu arrume outro emprego, mas de qualquer forma, eu fico muito preocupada com essa situação" afirma a comerciante.

Dona Maria José, moradora da Vila Cheba há quase 20 anos
Mas não é só o desemprego e a falta de contribuição externa que vem preocupando os moradores das comunidades.
Na comunidade Cidade Júlia, a condição dos hospitais públicos vem trazendo muita apreensão.
O morador Guilherme Sabino de 18 anos mostrou muita preocupação com a saúde pública ao afirmar: "muitas pessoas aqui do bairro dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), e a gente sabe como é difícil depender desse sistema de saúde pelo fato de uma simples consulta médica demorar meses ou até anos pra ser marcada. No meu ver os hospitais particulares com a estrutura que possuem, deviam ter o bom senso de ajudar as pessoas de baixa renda que se encontram contaminadas com esse novo vírus, podendo assim acelerar o processo de descontaminação para que as coisas voltem logo ao normal". Apesar de ser uma boa alternativa, infelizmente até os hospitais particulares sofrem com a falta de materiais de proteção, e a maioria já estão atingindo a superlotações.

Jovem Guilherme Sabino de 18 anos
Ainda na Zona Sul, outro bairro que não está recebendo nenhuma colaboração de instituição privada que tenha sido divulgado até o momento é o Jardim Miriam e os moradores locais desconhecem qualquer medida de auxílio semelhante.
Gustavo e Guilherme moradores da comunidade dizem que as notícias que têm acesso, são as de telejornais e redes sociais. E questionado sobre o comportamento da população a respeito do isolamento, Guilherme afirma: "sinceramente, nem todos aqui estão levando a sério essa quarentena, muitos estão encarando isso como férias. Acredito que só iriam levar a sério, se caso um amigo ou familiar fosse infectado pelo vírus".
Além dos moradores, uma entrevista exclusiva com a Dr. Maria Redmershi que atua na rede pública de saúde, formada na Faculdade Estadual de Maringá, se especializou em Pediatria na Santa Casa de São Paulo e Imunologia no Instituto da Criança, Hospital das Clínicas na Universidade de São Paulo (USP), que com toda a sua experiência e estudos há mais de 25 anos, vai compartilhar a sua visão de como a epidemia pode atingir essas pessoas de diversas formas: "a agressividade do quadro de qualquer patologia em um ser humano vem antes de tudo da desinformação e da não procura ao serviço médico no momento correto. Uma pessoa de baixo padrão sócio-cultural não sabe em sua maioria definir seu próprio estado físico, por vezes vêm ao Posto de Saúde se julgando em mal estado por algo sem importância e outras trazida à emergência pós 48h em péssimo estado no domicílio. A desinformação tem levado pessoas a não seguirem as orientações quanto aos contatos (levam mais em consideração a orientação "do vizinho" do que a passada pela TV, não é de tão fácil entendimento), o que já está sendo facilmente notado nas periferias, inclusive onde também está iniciando superlotação nas UTIs do Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente na Zona Leste e Norte".
Após citado o fato da desinformação, questionada sobre fake news, a Doutora responde: "Como já comentei, as informações são passadas a toda a população via TV, internet, Facebook e Twitter, mas a impressão que tenho é que não são bem compreendidas por pessoas de todas as classes sociais. Inclusive nosso Presidente parece não ter noção do que é a transmissibilidade e o modo de contenção da curva".
Questionada sobre a expectativa do pico do vírus no Brasil: "a contenção da transmissão se dá com a diminuição do contato, os governos estão nesta tentativa até o momento, a quarentena tendo sido iniciada com antecedência, quando comparada à maioria dos países Europeus, fez com que o número de óbitos e internações em UTI fosse algo suportável até o momento pelo padrão da saúde pública nacional. Se é deixado "a livre arbítrio" da população brasileira, de baixo padrão educacional de base o prognóstico é péssimo. A contenção mantida é algo melhor, é a condição para o pico epidêmico baixo, com vantagens já explicadas, ou seja, um paciente grave com leito de UTI livre tem melhor prognóstico, do que um paciente grave sem sequer vaga hospitalar por imensa fila de atendimento tem um péssimo prognóstico" diz a Dra. Redmershi.
E por fim ela comenta que os problemas pelos quais profissionais da saúde vêm enfrentando variam de acordo com o local de trabalho: "Pronto atendimento, Hospital referência, UTI, Posto de Saúde. Trabalho em um Posto de Saúde, lá o paciente por vezes já vem encaminhado de outro Serviço descompensado, vai para a emergência, é levado para a EOT (ventilação mecânica) e têm que aguardar a vaga em uma UTI referência por até 24-48h".

Doutora Maria Redmershi, que atua na rede pública de saúde
Esse momento histórico sem tempo determinado para perpetuar ainda, já mostrou que morar em comunidades pode ser fatal. A diferença de classe social sempre foi e é algo que traz inúmeros problemas a nossa sociedade. E quando se trata de doença, essas pessoas menos favorecidas são 80% da nossa sociedade a serem prejudicados, e que pela falta de estrutura e amparo, chega a ser letal.
Infelizmente não são todos os bairros carentes que estão recebendo colaborações, e nem as informações estão chegando de maneira correta. E consequentemente essas pessoas passam por inúmeros apuros nessas situações de calamidade, principalmente quando se trata da nossa saúde pública.
A grande maioria teme perder seus empregos, e não fazem ideia de como irão garantir o sustento da próxima semana. Mas o que é incontestável, é que possuem um coração cheio de esperança de que as coisas vão melhorar e até lá não medem esforços para ajudar o próximo, mesmo com o pouco que tem.
Apenas com o otimismo e com o reforço das medidas de proteção redigidas pela OMS, tudo isso pode ter um fim.
Ao fim de toda essa pandemia do Novo Coronavírus, a verdadeira lição poderá ser tomada, a de que a desigualdade social é um fator extremamente mortal, assim como uma epidemia viral.
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